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sábado, 11 de julho de 2009

Refletindo sobre Gestão...



Sou pedagoga e iniciei minha carreira profissional numa época em que os diretores das escolas públicas, brasileiras, eram escolhidos pelo seu QI (Quem Indica – os políticos). E, isso me incomodava muito porque, gestão não é tarefa fácil, requer muito conhecimento na área de humanas e na área das exatas também. Apesar de eu ser muito ruim na área das exatas, acredito ser mais fácil trabalhar do que nas humanas. Uma vez, que vamos lidar com subjetividades pessoais, interesses particulares, mau incompreensão de funções e por aí vai.
Entretanto, essa época passou e me trouxe alegrias em saber que a comunidade escolar, agora, é quem escolhe o seu próprio gestor. Bom, de imediato pensei: a politicagem vai acabar, só pessoas comprometidas, com a educação, vão gerir nossas escolas. Ledo engano, pois percebo claramente, hoje, que pouco mudou. Os candidatos a gestores fazem dentro, da própria escola, a politicagem que sempre fui contra. Antes, esta acontecia fora dos muros escolares, agora dentro.
E, o pior de tudo é que educador e educando são todos envolvidos diretamente nessa sujeira de jogos de interesses. E nós educadores somos exemplos...
Então percebo que nosso povo ainda não está preparado para ser livre, apesar de se pregar tanto à liberdade de escolha, está ainda esta muito arraigada aos parâmetros do descobrimento do Brasil. Somos frutos de mandantes e mandados. E, por mais que se fale, em democracia, a consciência do povo está muito longe de compreender realmente o sentido dessa palavra e pô-la, efetivamente, em prática. É claro que tenho o direito de votar em quem eu quiser – ato democrático – mas de que me serve esse direito se a minha consciência ainda está atrofiada? Se não me deram mecanismos, suficientes, para um desprendimento de toda uma cultura que nos acompanha a mais de quinhentos anos.
Aqui entra o papel principal da escola, que é educar para à vida, para à liberdade de pensamento e igualdade social. Um grande e instigante desafio: Mostrar ao aluno o seu valor humano e social na construção de um mundo gerido por uma sociedade capaz de assumir os seus próprios atos. Seguindo sempre, de cabeça erguida, no desenvolvimento de projetos individuais e coletivos. O aluno precisa, se ver capaz e responsável, pelo que acontece em seu entorno através de atividades que este possa ser agente ativo, como em desenvolvimentos de projetos que venham beneficiar à comunidade onde se encontra a sua escola, para depois, ir mais além.

A escola precisa adequar-se às novas necessidades sociais e, pará de agir apenas com transmissão de conhecimentos prontos, conforme funcionou, na era da industrialização. Isto porque – supunha-se – que o aluno, apenas precisava de conhecimentos técnicos, para manejar máquinas. Cada um em sua tarefa específica, extremamente limitado. Hoje, além do técnico, ele precisa ser trabalhado o lado humano. Desenvolver suas potencialidades gerais para atuar, com competência, no mundo globalizado. Por isso, o que deve mover o ensino hoje são as interrogações e não exclamações. Quanto mais dúvidas forem plantadas na cabeça, do aluno, mais este vai pesquisar para obter resposta e, assim, elastecer a sua capacidade de ser pensante e aprendente.

Pelo menos, é isso que penso, e, luto para conseguir nas escolas onde trabalho. Daí, o cuidado na escolha desses gestores cheios de “boas intenções” e poucos conhecimentos. Muitos ainda não acordaram e veem a gestão escolar como um posto para exibirem-se – especialmente a sua incompetência – esquecendo que a humildade é uma virtude que caminha junto à honestidade e respeito a seus pares.

Fui convidada, recente, para concorrer à administração de uma grande escola pública, este ano. Já fui diretora, por onze anos, na rede particular. Foi uma experiência muito boa, mas confesso que gerir uma escola pública, me causa arrepios por causa dos vícios arraigados nos setores públicos. Como exemplo: se é público tem que ser lento, funcionar mal e, eu não comungo com este pensar retrógrado. Sei perfeitamente que muitos colegas educadores já deram grandes passos, para uma melhora educacional significativa, mas é um processo lento e muito ainda temos que fazer para alcançarmos o patamar que nossos alunos e sociedade merecem. Sigo procurando dar o melhor de mim nesta luta constante.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Gosto de falar de mim...



Durante minha trajetória, de vida, venho observando a dificuldade que o ser humano tem em falar de si. Falamos dos visinhos, colegas de trabalho, periquito, papagaio – isso até mesmo em fofoca - mas quando o assunto é falar de nós, travamos. Temos receitas prontinhas, na ponta da língua, para resolver as dificuldades dos outros, quanto às nossas, não há remédio. Entretanto, gosto de falar de mim, ou melhor, tenho necessidade de falar sobre mim. Talvez, por ser filha única, não tive oportunidade de aprender, nas brigas, com os irmãos. É, porque irmão xinga, joga tudo na cara. Daí, o ser vai se percebendo.
Por isso, desde que me entendo por gente, que me observo e estudo sobre o comportamento humano, e, hoje, conheço todos - ou quase - os meus defeitos e qualidades. Alguns defeitos, venho conseguindo domesticá-los, outros não têm jeito, são renitentes. Bom, mas pelo menos eu já sei que os tenho e os aceito. Ruim mesmo era quando não os percebia e alguém os apontava, aí virava uma fera. E ficava remoendo esse “desaforo” por algum tempo.

Mas, agora, tudo mudou, a idade nos traz amadurecimento, compensando os sinais que o corpo faz questão de apontar. Esta é a lei da compensação, um lado cai, mas o outro levanta.
Observo que as pessoas ficam surpresas quando, em conversas, aponto os meus defeitos, me criticam inclusive:
_ Como tem coragem de falar isso sobre você?
_ Ora bolas, porque sou assim.

Descobri que citar meus defeitos é uma maneira de conviver com eles e, também, de administrá-los. Isso tem me ajudado muito a melhorar como ser humano. Já que vivo numa luta diária de adestramento comigo. Não é tarefa fácil, mas se você se empenha, aos poucos, vai obtendo sucesso. Meu grande desejo é, a cada alvorecer, me tornar uma pessoa melhor; mais gente, uma vez que, vivemos num meio, em que não sabemos mais onde estão guardados os seres humanos. Conseguimos ver cascas de estruturas humanas, mas suas ações demonstram serem frios, sem coração, parecendo máquinas. Cadê o calor humano?

A modernidade nos traz conforto, facilidades, avanços na medicina etc, mas cada vez mais individualiza o ser, tirando-lhe a capacidade de avaliar que contribuição, este está dando, à sociedade para o crescimento da nação. Isto, por que, não se pode pensar apenas em si. Ao nosso redor habitam tantos outros. Além do mais, não se vive sozinho. Pensar no outro é também pensar em si. É construir um ambiente em que eu e eles possamos viver bem, em sociedade.

Acredito ser por aí o início de uma nova era, onde o amor seja verbo bem conjugado para que o mundo se torne mais justo e humano. Se cada um fizer sua pequena parte, somando-se a outros teremos uma nação empenhada em fazer o bem. O bem é contagiante!!!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

No brilho do teu olhar...



Tomara que eu consiga, aqui, o meu intento. Falar de um momento lindo e mágico, no qual tive orgulho e prazer de estar presente. Aliás, de quem vou falar pra mim é um presente, recebido numa embalagem, colorida, com sorriso aberto, desavergonhado e encantador. Falando assim parece que vou falar de um lindo caso de amor. E vou mesmo! Meu caso de amor, com uma linda e sorridente morena. Calma, não contrariei a natureza (ou os preceitos sociais?) quanto a minha sexualidade. Mas me apaixono sim por homens, mulheres, coisas... A vida sem grandes paixões o que seria? Um caminhar lento e sem sentido para um fim sem, deixar memórias. Ah, e eu quero deixar muito o que falar! Falem mal, mas, por favor, falem. E, se possível, também falem bem. Morrer sem ser lembrada jamais. Não aguentaria, seria o mesmo que morrer mil vezes.
Voltando a meada, que me embaralhei no fio, este caso de amor começou quando tive a oportunidade de ler, pela primeira vez, uma poesia no jornal O Mossorense, que tinha a minha cara. E vocês podem se perguntar: E poesia tem cara? E como! Cara triste, nostálgica, alegre, revolucionária, transgressora... E lembro muito bem o título da poesia: Transgressão. Parecia eu ter escrito. Me veio a mente, quem seria aquele outro eu. Que mulher fantástica e tão bem dada com as letras. Coincidentemente, nos encontrávamos, aos domingos, na mesma página do referido jornal. Daí então passei a ler seus versos num deguste bem especial. Adorava quando, muitas vezes, aparecíamos lindas e poéticas bem juntinhas, uma acima da outra, em versos, claro.
E, minha curiosidade e vontade a cada dia cresciam, precisava desvendar este mistério: conhecer pessoalmente este meu eu que havia saído de mim, ou eu saído dela. Esta ordem não importa porque, não altera a intensidade da minha admiração. Foi quando num dia azul, com sol alegre, nos encontramos na internet através de Caio César Muniz, presidente da POEMA (Associação de Poetas de Mossoró). Homem culto e corajoso, disseminador da poesia mossoroense, e convenhamos, de nome extremamente poético. A partir deste momento marcamos um encontro real, que ocorreu no dia da poesia em dois mil e sete.
O engraçado nesta história é que minha intuição dizia que, apesar de minha admiração por sua poesia, não iria gostar da poetisa pessoalmente. Pra mim, nela tinha um quê de pedantismo. Quebrei a cara! Meu, outro eu, era de uma simplicidade e alegria contagiante. Daí, nada mais é preciso falar, misturamos os nossos eus que até hoje nem sabemos bem quem é quem: os seus segredos, desejos, sonhos... são iguaizinhos aos meus. Nos vemos pouco, por motivo de versos: responsabilidades, trabalho, distância geográfica etc. Entretanto, é um pouco muito, pois trocamos energia tão positiva, derramada dos nossos corações, que enche o mundo de vida e sorrisos gargalhadas, sejam, onde for, nossos encontros.
Ontem, vinte de junho, meu eu moreno estava com um brilho intenso no olhar. Lançou seu primeiro livro de poesias: Ensaio Poético. Ganhou o concurso Rota Batida – incentivo aos novos talentos de Mossoró pela Coleção Mossoroense da Fundação Vingt-Un Rosado - do qual também participei, a oportunidade de lançar a muitos olhos a sua criação, que vem da alma. Foi o lançamento de livro mais alegre e feliz que já participei, com direito a toda quebra de protocolos.
Aliás, se os tivesse não seria, meu eu moreno, a escritora. E, além de me encontrar em seus versos, ontem me achei no brilho do seu olhar. Isto porque é bom demais ver a felicidade voando feito borboletas coloridas no sorriso de uma amiga. Valeu Ângel, a alegria que derramastes, ontem, em meio às lagrimas, que teimavam em acariciar tua pele morena, de mulher madura, que sabe o que quer da vida: Ser feliz!!!

Para minha amiga Ângela Gurgel com todo o meu carinho.

sábado, 20 de junho de 2009

Esse meu espírito




Ah, esse espírito que habita em mim, é, por demais, faceiro, leviano, boêmio e extremamente livre. Sai de mim, está sempre além do meu corpo, e vagueia em sonhos. É tripulante de nuvens ligeiras. Este, tem uma energia tão exuberante, que me mantém ligada, energizada o tempo todo. Adora uma farra, vive dançando, sorrindo, cantando, brincando. Ele é muito feliz. Não se cansa, está sempre de braços abertos e de sorriso pintado, bem alegre, pra vida. E esta, por sua vez, tem sido uma parceira e tanto neste caminhar sempre à frente.
Meu espírito festeja cada amanhecer acompanhado de sol no céu azul. Mas se o dia estiver cinza, ele também festeja porque aproveita para aprender as lições da vida. E como a vida tem a nos ensinar. Quando seus sentidos captam o mormaço da tarde, se veste em festa e espera a noite chegar, em seu negro fera ,com pontos brilhantes. Muitas vezes iluminada por uma lua, ouro incandescente, que irradia mais este espírito vagueador, que viaja por outros planetas.
Entretanto, quando este põe os pés no chão continua em voo rasteiro, com asas bem abertas em queda livre. Livre de preconceitos e crenças que afugentam o bem viver. Em seu coração, bandoleiro, só coleciona ações que contribuem para o seu crescimento. Por isso não entende porque a sociedade amontoa regras e crenças que desencadeiam uma vida feliz. Claro que ele não tem aversão às leis que contribuem para se viver em harmonia socialmente, mas sim àquelas que desrespeitam a individualidade do ser.
Cada ser é único, exclusivo, não clone. Então por que padronizar? Coisas da sociedade moderna... Em virtude disso quantas pessoas não se sentem prejudicadas por não estarem no padrão ideal imposto socialmente. Outras doentes de anorexia, bulimia, entre outras. Por isso meu espírito está sempre de bandeira hasteada pela liberdade do ser.
Ser autêntico é ser vivo e não vegetativo, nem fantoche nas mãos dos controles sociais. Viva a liberdade de espírito, seja você mesmo. A felicidade está na autenticidade.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Meu novo amigo



Não sou como São Tomé, só vendo para crê. Mas há coisas que, realmente, gostaria de ver porque são bem inusitadas, pelo menos aos olhos de uma nordestina acostumada com um pessoal minguado por causa das grandes secas. Claro que há as exceções. Sol a pino, desidrata e enruga a pele, além de curvar a coluna vertebral, diminuindo de tamanho. Imagine que tamanho vou ficar se meço, apenas, um metro e meio. Mas, vale salientar, que a distribuição dos atributos neste, pequeno, espaço foi bem dosada. Desculpem-me pela falta de modéstia. Aliás, modéstia, segundo um grande estudioso - que no momento não lembro o nome - é para pessoas fracas. Portanto, dispenso essa palavra. Nem sou hipócrita de usá-la só para agradar aos que fazem questão de serem modestos, o que não tenho nada contra. Quando sei, estufo o peito, sem medo de ser feliz e abro o bocão. Claro que, este bocão, é só um modo de falar, até porque, meu espaço é pequeno. Entretanto, quando não sei, reconheço minha ignorância. Cada um tem seu jeito de ser, o que devemos respeitar.

Bom, essa conversa toda é pra puxar um outro fio da meada. Tenho muitos amigos no Recanto das Letras - espaço online para escritores digamos, não reconhecidos- o que me deixa maravilhada porque, a cada, dia conheço novas pessoas. Tem coisa melhor que fazer amizades? Eu adoro! Não é que, recente, li um comentário de alguém que estava chegando neste espaço dos amigos. Curiosa, fui ver quem era o dito cujo. O bom foi que descobri um cronista de primeira. Mas, confesso que quando fiz a primeira leitura de uma das suas crônicas fiquei impressionada. Ora, ele começa pedindo para imaginar um cara com um metro e noventa, calçando coturno quarenta e seis. É um armário ou escada pra tirar coco aqui no nordeste? E, quando aos coturnos, pensei: durmo bem acomodada dentro de um deles. Isso se o moço não tiver chulé. Bom, acredito este não ser o caso, afinal é um moço de metrópole, limpinho. Assim espero! Porém, vendo a coisa por outro lado: a vida do paulistana é muito corrida. Será que este, tem tempo suficiente pra lavar esta caixa d’água? É, deste tamanho, não entra na classificação de sapatos. Paciência, quem sabe, um dia, saberei. Quando esse este dia chegar, imagine, a minha situação, pra bater um papo com este figurão. Com certeza, ficarei com um torcicolo dos diabos. Bom, mas o que importa se ele é amigo? Pode até ter bigodes de foca e nariz de tamanduá. Lembrei-me de uma música que fala sobre amigo.

Um fato, bem curioso, que descobri é, quanto aos seus gostos gastronômicos: só come massas, lanches, entre outras baboseiras, que, enfim, ao meu ver, nada nutritivo. Deve ser por isso que ele cresceu tanto na vertical, o que me remete a pergunta: Será meu novo amigo um palito de macarrão? Terá carne suficiente para um pastel? Também não importa, é amigo. Até andei lhe dando uns conselhos gastronômicos, nordestinos, para ele incluir em seu cardápio: feijão, arroz e mato verde e colorido (verduras). No entanto, o cara descartou, de imediato, a oferta de sopa de mandioquinha. Fez uma careta terrível e disse que detesta esta belezura de alimento. Entretanto, um dia se mostrou macho, pacas, e ingeriu sopa de mandioquinha só para não desagradar uma ex futura sogra. Meu Deus, o que não fazemos por amor.

Continuando com a gastronomia nordestina, meu amigo precisa conhecer nossos pratos típicos: mão de vaca, rabada, panelada, buchada, feijoada, mungunzá, cabeça de bode. Este nem precisa se preocupar, pois é tudo diet e light. Diet dor de barriga da moléstia, a gordura escorre no mocotó (tornozelo).

Outra descoberta que fiz, foi ele declarar seu amor pelos bichanos, mesmo que no início, quando mais jovem, teve que “domar” o pai a aceitar esses peludos andando dentro de casa. Contei-lhe minha experiência com um bichano que possui e, confesso, não foi agradável. Por isso agora só me envolvo com gato de quatro patas, apesar de ser mais trabalhoso. Mas fazer o quê? É a vida.

O moço tem outras excentricidades... Mas estas ficam para um outro texto. Seja bem-vindo meu novo amigo ao recanto dos amigos!!!

domingo, 31 de maio de 2009

Domingo e lazer




Domingo, dia da preguiça, de visitar parentes, jamais de arrumar casa. É, porque passamos a semana trabalhando e se, no domingo, for fazer faxina, adeus vida. Todo corpo humano precisa de lazer pra repor as energias para a segunda feira. Hum, está já é amanhã, melhor nem lembrar e aproveitar o que resta do domingo. Para mim faço isso escrevendo que é uma das minhas grandes paixões. Tenho tantas que vivo de peito estufado e olha sem silicone. Não que eu tenha algo contra os peitos fabricados. Cada um paga o que pode para ficar turbinada. Felizmente a natureza foi bem justa comigo e me deu o que tantas pagam para ter. Amém mãe natureza. Mas com isso não quero dizer que sou perfeita apenas o silicone em mim não cobriria a minha necessidade. Ainda não ouvi falar em silicone que faça esticar verticalmente, só horizontal. Portanto, resta-me aceitar o meu defeito a vida inteira. O que, na realidade, não me incomoda porque apesar de viver na sociedade moderna não me deixo levar por certos perfis de beleza. Ainda bem, senão iria morrer traumatizada. Pense numa pessoa de bem com o espelho. Temos um caso de amor bem firme. Eu me amo!

Bom mas voltando à questão principal deste texto: o lazer. Este é tão importante em nossas vidas, pois revigora todas as nossas energias. E sabendo disso não dispenso uma boa farra ou visitar parentes e amigos.

Geralmente, aos domingos, quando não faço uma viagem mais prolongada de final de semana, gosto de ir filar a bóia na casa da sogra. Convenhamos quem não gosta? Por isso percorremos 110km, já que esta mora numa cidade vizinha a Mossoró/RN. Além do aconchego familiar desfrutamos, durante o percurso, de uma beleza natural de encher as narinas de ar puro e a alma de encantamento. Os olhos brilham diante de tanta beleza natural, um tapete verde sem fim, enfeitado com pedras arquitetadas naturalmente umas sobre as outras, com uma vegetação incrível sobre ou entre elas, especialmente cactos. Sou fascinada pela magia que a natureza põe a disposição da menina dos nossos olhos. E neste período de inverno há açudes cheios por toda parte. Sem falar na variedade de animais que vêm nos dá as boas-vindas à margem da estrada, enquanto pássaros flutuam sobre nossas cabeças. Tudo isso serve de lubrificação para nossa cachola abrindo os horizontes da imaginação que sai voando como os pássaros e volta com pensares bem abastecidos de uma riqueza sem igual.

Então eu me pergunto como o homem é capaz de destruir o que a natureza nos presenteia sem nada exigir? Fechando os olhos imagino um lugar seco de beleza e confesso me dar arrepios. Rogo a Deus consciência ao nosso povo para preservar o que ainda resta em nome da vida na terra. Até porque também não há silicone para repor as plantas, os animais, os rios, açudes... Pelo menos por enquanto ainda não tem.
Por hoje é só, dormir também repõe as energias para a segunda-feira.

sábado, 30 de maio de 2009

Só hoje percebi...


Só hoje percebi que postei textos que haviam sido escritos antes da reforma ortográfica. Aquela que não sei se veio para melhorar ou complicar a compreensão de uma língua que já é bastante complicada. Por isso peço paciência aos entendedores da gramática que passarem por aqui, pois vou corrigir todos.
Mas voltando a nossa língua, essa danada nos prega cada peça. Imagine que um simples acento altera uma frase inteira e uma palavra mal colocada ou mal interpretada atrapalha ou emperra a comunicação entre as pessoas. Já passei por cada situação, isso graças a minha língua que é solta como o vento. Bem que já tentei amarrá-la, mas o máximo que consegui foi mordê-la, o que de nada adiantou porque continua aprontando comigo.
Quanto à questão da língua escrita, com essa mudança ortográfica está dando muito nó em cabeças por aí. Ora desde que me entendo por gente que escrevo palavras de uma forma, agora tenho que escrever estas mesmas palavras de forma diferente. Assim não há neurônio que aguente. Imagine eu que nunca me dei bem com regras. Com isso não quero dizer que sou contravensora, mas tenho aversão a determinadas regras sociais que não condizem com meu jeito de ser. E as regras da língua portuguesa, essa que eu bem me lembre só decorei, no período escolar, a que se refere às palavras proparoxítonas que todas são acentuadas. Percebem meu drama? O fato é foi regra, ritual... estou fora, melhor dizendo estão fora da minha caixa do pensar. Mas assim mesmo venho driblando, escrevendo aqui, errando ali. Afinal pra que serve o danado do Aurélio? Pense num amigo fiel. Temos um excelente relacionamento, que acredito ter chegado ao posto de caso de amor.

Sorte têm os que estão aprendendo a escrever agora porque não sofrerão nada ou quase nada com as novas regras. Mas uma pergunta é pertinente: E os pais em casa que não se adaptaram a essas mudanças vão saber ajudar aos filhos nas tarefas de casa ou vão baratinar a cabeça dos pequenos. Veja só professora diz as normas atuais na escola, em casa os pais, enferrujados, repassam as que aprenderam. É um Deus nos acuda. Assim como são muitas coisas no Brasil. Bom, mas no Brasil tudo dar-se um jeito. Aquele jeitinho brasileiro.

E assim caminha a humanidade, de jeitinho em jeitinho, tornando-se fantoches nas mãos dos donos do poder, melhor dizendo, dos surrupiadores do poder. Porque o poder emana do povo. Pena o povo ser vendado antes mesmo de tomar consciência de sua força. E quanta força há no povo. Daria pra mudar o mundo, pra melhor, que fique bem claro!!!

Por hoje é só, sábado, cansada de uma semana cheia de trabalho, porém muito feliz. Bom fim de semana a todos!!!